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Branca Clara das Neves (1956) nasceu no Luena - Moxico, teatro das cruentas batalhas da Frente Leste não só durante a guerra de libertação do colonialismo português, como na guerra civil que lhe sucedeu. Tem duas ficções publicadas: em Luanda a 2ª edição de Luena, Luanda, Lisboa. Fala de Maria Benta (em 2024 pela editora ELIVULU) e em Lisboa, o livro Estamos Aqui – Twina Vava – Nous Voici (em 2020 pela editora Guerra e Paz com o patrocínio da sociedade portuguesa de autores).
Viveu também em Luanda, onde iniciou a sua vida profissional como professora primária na Escola da Missão de São Paulo em1974‑75. Exilou-se em Portugal durante a guerra civil que assolou Angola. Formou-se no Magistério Primário, na Faculdade de Economia da Universidade Técnica de Lisboa e pós-graduou-se em Estudos Africanos na Universidade Lusíada de Lisboa. Foi professora, auditora, consultora e liderou projetos em Lisboa, Luanda, Bissau, São Tomé, Maputo e na cidade da Praia.
Angola, a terra amada de nascença e escolha, é presente na escrita das suas obras. No primeiro livro, a narrativa desdobra-se entre um passado colonial e um presente em Lisboa com curtas estadias em Luanda, onde os temas do exílio e da guerra, do racismo e dos dramas familiares da diáspora, da violência conjugal e dos desafios do quotidiano luandense são atravessados pela personagem feminina central, a Maria Benta, e pelos jovens que ela congrega, num tempo que oscila entre a sua ancestralidade lwena e a década de 1980.
O segundo livro, escrito em português, kikongo e francês, com ilustrações de Neusa Trovoada, é uma homenagem à cosmogonia Kongo presente nas esculturas em pedra da foz do rio Congo, as Mintadi , que uma jovem angustiada numa metrópole distante e fria vai encontrar num museu, onde é recebida por uma voz ancestral que a envolve numa atmosfera de relação e encantamento e a conduz a uma libertação e a um novo estar.
Deste livro foi gravado o áudio em português de Angola com as vozes de Aoani Salvaterra e Maria José Ferreira com a música de Mick Trovoada, disponível em https://www.brancaclaradasneves.com/audio-estamos-aqui/
Com o realizador Kiluanje Liberdade escreveu o argumento do documentário “Quase Super-Homem”.
Participou também em 2017 e 2018 na antologia “Best New African Poets Anthology”, editada por Tendai Mwanaka em Harare, Zimbabwe.

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Branca Clara das Neves (Ana Luísa Teixeira, Luena, 1956), é uma escritora angolana da província do Moxico.
Atravessou em Lisboa vários anos de exílio não reconhecido até conseguir um chão a que chama Foradéza*.
Foi docente, consultora e auditora na Banca, na Educação e no PNUD.
Em 2014 publicou o seu primeiro romance, Luena Luanda Lisboa, que também gravou em audio.
Tem participado em várias antologias como a Antologia de Poesia e Prosa Poética da Editorial Minerva em Lisboa, a Antologia “De Corpo Inteiro” do Círculo dos Escritores Moçambicanos na Diáspora e a “Best New African Poets Anthology”, editada por Tendai Mwanaka, Zimbabwe.
Estamos Aqui - Twina Vava - Nous Voici, é a sua segunda ficção, um livro em português, kikongo e francês.
*Foradéza, palavra do crioulo de São Vicente







