Queria continuar por aí nestes domingos abrigados da Maria Benta (...)”

 

Manuela Etaungo, Luanda

 

 

“(...) Esta circulação aparentemente leve entre lugares, épocas e referentes culturais não nos embarca numa viagem, encaminha à visita.

Maria Benta, Joca, Antoine e Ana Maria aproximam-se insinuantes mas logo se encapsulam em margens do longe e nos afastam. E a música do texto sacode e leva. Então é já um convite a visita começar divorciada das pobrezas do exótico.

Maria Benta levanta os olhos, pergunta.”

 

Franco Sequeira, Hífen 2, Toronto

 

 

“(..) Dá vontade de saber o que lhes era terá acontecido depois da guerra de 92. Antoine, Ana Maria, Joca, Roque, Maria Benta?”

 

Paulo Ndalu, Nzeto

 

 

(…) Posso resumir o seu livro em duas palavras: Pura Literatura! Assim mesmo, com letra grande e ponto de exclamação.

Belíssima primeira obra onde tão bem retrata o desenraizamento, a dificuldade de vidas reiniciadas, os horrores e traumas da guerra.

As falas mudas da Maria Benta são notáveis!

Aguardo, ansioso, pela sua próxima obra.

 

Tomás Gavino Coelho, Alhos Vedros

 

 

“Gostei deste livro que teoriza a relação entre história e ficção.(...) O trauma do fora do lugar atravessa toda o percurso de Maria Benta neste romance”

 

Professora Inocência Matta na apresentação do livro em Lisboa

 

 

“O seu livro é de uma grande beleza e tem dentro dele os cheiros, a musicalidade e a vida “.

 

Alice Gameiro, Lisboa

 

 

“Gostei de ler embora não seja uma narrativa alegre nem suave. Trata sim, de uma certa suavidade talvez perdida para sempre, e de uma certa inocência também afastada mas capaz de se reaver com a música e o simples facto de se estar vivo. E faz isso sem nostalgias, sem remorsos e também sem ilusões.”

(...)

“Sem pretensão alguma de fazer uma análise do livro, mesmo assim acho notável dois aspectos: um, o facto de ser até certo ponto um livro de memórias tanto pessoais como culturais e que, embora estabelecendo todo o registo de uma vivência outra, como o “sabor das matúnduas” não está presa ao passado de forma alguma. Em segundo lugar acho muito importante o livro tematizar a relação mãe–filha, já que isso raramente acontece na literatura. E fá-lo de uma maneira importante estabelecendo espaços autónomos para cada, reservando a identidade das duas, mas

permitindo um fluir das duas personalidades também que, sem nunca abandonar as diferenças entre a posição da mãe e da filha, permite ver uma parceria também. “

(...)

“ No livro subjazem migrações de vária ordem”

(...)

“Obrigada por mostrar em como é impossível pensar ou imaginar Lisboa sem as Luandas ou Luenas que a formaram também, (...) numa linguagem que desfaz a separação entre poesia e prosa no seu ritmo e nas suas expressões.”

“Penso ser muito importante que se apresente como inacabada, talvez infinita, uma fala que continuará a estender-se pelo mundo.”

 

Extratos da carta do Professor Paulo de Medeiros à

autora em Agosto de 2014